Abandonei o blog né????

Ando sem tempo e sem ânimo.... precis separar meu portfólio desta parte do site... assim que eu tiver 'saco' e paciência faço isso e volto a postar, pois me foi dito que não se deve misturar o pessoal com o profissional...

:(

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Eita palavreado!

É sabido que o sotaque mais xucro, grosso e assustador de todo o universo conhecido (e do desconhecido também) é o nosso, oriundo do Norte do RS e do oeste de SC. Esse dicionário é quase perfeito, especialmente para quem não é 'nativo' deste chão.
(As palavras e significados recebi por e-mail, as frases coloquei lembrando expressões que eu já ouvi , aaa acrescentei umas palavrinhas que são de suma importância kkkk. A falta de plurais e de algumas concordâncias é proposital, afinal, lá a gente fala assim sem pensa muito onde vai S kkk)

Alemoa: loura

Apinchá: jogar (Apinche isso fora piá de bosta!)

Arrodiá: rodar, girar

Atorá: cortar (Quase que me atorei os dedo fora!)

Auto: carro, automóvel

Avil: isqueiro

Baita: grande (Tomei um baita cagasso (Cagasso = susto))

Baruiando: no cio

Boleá: jogar, entrar (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Bostiá: incomodar (Parem de se bostiá ai senão do uma camassada de pau em vocês)

Briquiá: trocar, de mano ou não (Vamo briquiá essas figurinha?)

Cagar a pau: bater (Sai correndo senão vô te caga a pau!)

Camassada de pau: apanhar (Se continua vai leva uma camassada de pau)

Campiá: procurar (To campiando uma niqueleira (Niqueleira = carteirinha de guardar níquel, moeda)

Catrefa: pessoas que não valem nada (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Charanga: bicicleta (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Chima: chimarrão, mate (Vamo toma um Chima hoje?)

Chumaço: conjunto de alguma coisa (Me arranco um chumaço de cabelo!)

Cóça de laço: apanhar (Levei uma cóça de laço do pai)

Crêendios pai: exclamação quando algo dá errado

De revesgueio: de um tal jeito (Que susto, quase que me pega de revesgueio!)

De vereda: rápido (Essa palavra definitivamente nunca usei. Enveredar acho que já ouvi)

Fincá: cravar

Fóque: lanterna

Fuque: fusca (Teve uma pexada de fuque no centro! Pexada = Batida, acidente))

Garrão: calcanhar (O Guaipeca me pego nos garrão!)

Gatiá: roubar (Gatiemo esse la da cozinha)

Gavioná: sair na festa para caçar (Ma já vai gavioná de novo guria?)

Gaziá: matar aula, cabular

Guampiá: trair (Será que ela me guampiô?)

Guentá: roubar (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Incebando: enrolando, fazendo cera (Aiii, fica ai se encebando, que saco!)

Ingrupi: enganar (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Ínôzá: amarrar, criar nós (já viu palavra com todas as sílabas com acento?) (Pare de mexe, vai inoza todo o cabelo!)

Inprenhá: engravidar

Insúcia: em conjunto (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Intertê: fazer passar o tempo com algo (É bom pra intertê a piazada)

Inticá: provocar (Não fique inticando o nôno!)

Intrevêro: bagunça (Agora vai começa o intrevero)

Intuiado: cheio (To intuiado de ropa)

Invaretado: nervoso (Essa palavra definitivamente nunca usei)

Japona: jaqueta de nylon

Jóssa: coisa, treco (Que que é essa jóssa?)

Judiá: mal tratar

Kakedo: pessoas que não valem nada (Não chegue perto desses kakedo ai)

Luitá: brigar (Ma vío que eles tavam luitando na rua?)

Levou um baile: quer dizer que foi difícil fazer, que demorou a cosneguir fazer

Malinducado: mal educado

Ôio-d´água: nascente de água

Paiêro: fumo de palha

Pare, home do céu: mandar parar, o mesmo 'deusolivre home'.

Patiá: ser enganado, pagar de bobo (Nessa eu patiei feio)

Pescociá: olhar para os lados, matar tempo

Pestiado: com alguma doença (Atchim! Eita, to pestiada)

Pexada: acidente, batida, colisão de veículos

Piá pançudo: guri bobo

Podá: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que apodá, pode ser tanto podá uma árvore quanto podá um carro na estrada.

Pozá: dormir em algum lugar (Mãe, posso pozá na casa dela hoje?)

Pruziá: conversar

Rafuage: vagabundo, malandro (Um pouco pior que Kakedo)

Rancho: compras do mês

Ratiá: dividir algo, geralmente a conta

Réco: zíper, fecho ecler

Relampejando: trovejando

Resbalão: escorregar (Tomei um resbalão la naquela calçada)

Revertério: dor de barriga

Rinso: sabão em pó, uma marca antiga e famosa como o OMO

Sai fincado: suma daqui, sai rápido

Sinalêra: semáforo, farol de trânsito

Sóga: corda

Táio: corte (A fala resbalô e me deu um táio nos dedo)

Tchuco: bêbado

Te atraca: faz isso (Vai se atraca a limpa tudo agora?)

Tentiá: filar, dar vontade, provocar (Ai, esses docê tão me tentiando)

Tróço: o mesmo que Jóssa

Trupicá: tropeçar

Tunda de laço: apanhar

Vareio: vencer fácil (iii... assim te ganho de vareio)

Veiáco: mal pagador, caloteiro

Vortiada: passeio (fui da uma vortiada no centro ontem)

Ximia: doce de passar no pão (tem ximia de uva (uvada), ximia de figo (figada))


Exemplo de aplicação:

Agora te atraca a le isso de novo para te intertê, aproveita enquanto teu chefe foi dá uma vortiada... Não sei como ele não vê que mesmo intuiado de trabalho você fica incebando o dia inteiro... Pare de campiá desculpa, fica falando que tá pestiado e ainda consegue ingrupi o coitado do chefe... Mas te atraca logo, antes que ele volte e fique invaretado de te ver pescociando e te dê um mata-cobra de vereda... Pare de se bostiá, home do céu, não seja malinducado e comenta nessa jóssa de uma vez!!!

Se alguém lembrar mais algum me fala que adiciono

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Dia Nacional do Design

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Orgulho da Terrinha!

Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.

Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.

Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.

Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'.

Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!

Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.Do ressentimento passivo à participação ativa'.

Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais
não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.

Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.

Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!

'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.

E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.

Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...

Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?

De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'. Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se
encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.

De minha parte, eu acrescentaria, ainda:

'..Sirvam nossas façanhas,
de modelo a toda terra...'

Arnaldo Jabor

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